Cultura

Colectivo Artes Sol exibe peças infantis

A peça “Sonho do Pedro ou Pai Natal?”, dedicada a crianças, que narra sobre o valor exagerado atribuído aos bens materiais, é apresentada amanhã, às 10h00, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, pelo Colectivo Artes Sol.

A peça, que volta a ser exibida no dia 22, na Casa da Juventude de Viana, narra a transmissão de valores entre o avô Xixi e o neto Pedro, com o primeiro a aconselhar a cri-ança sobre a importância da fraternidade, cortesia, lealdade e integridade nas relações in-terpessoais para atingir a vida adulta sem problemas.
A peça, segundo a actriz e directora artística Solange Feijó, salienta a necessidade da preservação de valores éticos. “Montámos o espectáculo para as crianças desfavorecidas, no âmbito da parceria com o Camões, para levar um pouco de solidariedade para essa franja da sociedade muito carenciada.”
Pedro sente-se desanimado porque o avô não consegue comprar um presente de Natal. Mas, recorrendo à sabedoria e à experiência, o avô apoia-se no ditado: “na boca de um ancião, só saem dentes estragados”, para convencer o neto de que é possível ser feliz, mesmo na ausência de bens materiais. O colectivo de teatro Artes Sol trabalha com 15 actores, desde Março de 2016, e na peça “Sonho do Pedro ou Pai Natal?” actuam seis actores, sendo cinco crianças e um adulto. A intenção do encenador da peça é o resgate de valores, alguns “consumidos” por causa do fenómeno globalização e o uso de conteúdos da Internet, que põem, cada vez mais, em segundo plano os valores tradicionais. A peça tem a duração de uma hora e os actores interagem com os espectadores (crianças) de forma a ajudá-las a pensar como resolver diversos problemas sobre necessidades materiais. O enredo de “Sonho do Pedro ou Pai Natal?” desperta, ainda, para uma reflexão, além do autodomínio em situações de crise financeira.
Solange Feijó admitiu um outro benefício da peça para crianças como os momentos de estímulo à imaginação. “Quem convive com anciãos aprende a respeitar os mais velhos e a dar valor em quase tudo que nos rodeia. Este contacto permite à criança compreender melhor as limitações da vida”, disse a actriz.