Cultura

Horizonte critica casais na estreia de “As Malas”

A Companhia de Artes Horizonte Njinga Mbande estreia, hoje, às 20h30, no seu auditório, em Luanda, o espectáculo dramático “As Malas”, um retrato do quotidiano, feito como crítica aos comportamentos negativos gerados pelos recém-casados e familiares, devido à actual dinâmica social.

A peça, que volta a ser exibida amanhã, às 20h30, e no sábado e domingo em duas sessões, uma às 19h30 e outra às 21h15, no mesmo local, tem como personagens David Enoque, Catarina Pedro, Jeremias Caracol, Rafaela Jeovete e José Galiano.

Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, o actor Mauro Simão disse que a peça procura explorar de forma realista e sem tabus os principais problemas que muitos casais, em particular os jovens, enfrentam nos primeiros anos de vida conjugal.
O actor disse que transportar o passado dos antigos relacionamentos, como fonte comparativa, tem despoletado muitas desavenças, por isso deve ser evitado de todas as formas.
De acordo com Mauro Simão, a ideia da peça é mostrar aos casais que, quando se unem, devem esquecer o passado e procurar, na nova experiência amorosa, corrigir os erros. Actualmente, observou, muitas separações acontecem devido a interferências dos familiares nos relacionamentos. A peça, com 1h15 de duração , mostra algumas soluções e caminhos a seguir para evitar que os casamentos sejam efémeros.
Com a peça “As Malas”, o grupo chama a atenção, sobretudo, para a importância de um maior diálogo e evitar que a falta de dinheiro e os objectivos pessoais interfiram negativamente na relação. “Recorrer aos conselhos dos mais velhos na resolução dos problemas é uma das saídas para os problemas conjugais”, disse.
Mauro Simão disse que utilizar o teatro para fazer passar algumas mensagens sobre o quotidiano, tem sido um bom exercício para o grupo, devido à receptividade positiva do público. “A peça não deixa de ser também uma crítica à banalização dos casamentos.”
O grupo Horizonte Njinga Mbande, com 33 anos de existência, foi fundado em Luanda, por Adelino Caracol e Ezaquiel Issenguele. Actualmente, tem artistas das mais diversas áreas. A maioria usa o teatro para trabalhar na mudança de mentalidade da sociedade.