Desporto

Angolanos estão obrigados a pontuar na segunda ronda

Petro de Luanda e 1º de Agosto, colossos do futebol angolano que se estreiam na representação conjunta do país na fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos, preparam a disputa da segunda jornada da prova continental, depois dos resultados aquém do esperado, no final de semana.

O reencontro com o campeão sul-africano, último adversário defrontado há 18 anos, na campanha bem-sucedida sob a batuta do falecido treinador brasileiro Djalma Alves Cavalcanti, que colocou o clube nas meias-finais, destapou insuficiências a serem corrigidas pelo Petro de Luanda, caso queira estar, em Janeiro, entre os concorrentes mais capazes nesta fase da competição.
Em claro ascendente no plano doméstico, os petrolíferos estiveram furos abaixo do registo ousado patenteado nas últimas partidas, com capacidade de sofrimento sempre que o opositor exigiu mais no capítulo defensivo. Excepção feita ao guarda-redes Élber, lesto na compensação das falhas dos colegas, o jogo colectivo foi pouco produtivo.
No ataque, apenas Job conseguiu levar a bola para o terço defensivo do Mamalodi, equipa organizada nas compensações defensivas e afirmativa no ataque, sustentado pelos uruguaios Mauricio Prieto e Leandro Sirino, que contam com o apoio dos sul-africanos Sphelele e Lebohang Kgosana.
A equipa tricolor está obrigada a triunfar, sábado às 14h00, no Estádio Nacional 11 de Novembro, na recepção ao representante argelino, travado em casa (1-1) na ronda inaugural, pelo Wydad Casablanca de Marrocos orientado por Zoran Maki, técnico sérvio com vasto conhecimento do futebol angolano, em função dos nove anos que trabalhou no Girabola.
O representante angolano deve tirar o maior proveito do factor casa, diante do adversário teoricamente mais acessível, sob pena de complicar as contas do apuramento. A conquista dos três pontos abrirá boas perspectivas para o jogo de dia 27, na capital marroquina, antes de receber, a 7 de Janeiro, a equipa treinada por Maki, vice-campeã africana.

Militares do Rio Seco falham objectivo no arranque

Apostado em voltar a superar a fase de grupos, o 1º de Agosto teve uma partida em falso, ao empatar (1-1) frente ao Zesco United da Zâmbia, desfecho que belisca os objectivos, pelo desperdício de pontos em casa e com o adversário mais à mão, no Grupo A.
Os rubro e negros orientados pelo bósnio Dragan Jovic repetiram o arranque da campanha de 2018, que acabou coroada com a disputa das meias-finais. Na altura, os campeões nacionais comandados por Zoran Maki registaram o mesmo resultado de sábado, diante dos tunisinos do Etoile du Sahel.
Para a deslocação ao norte de África, que vai implicar mais de um dia de viagem, os agostinos colocam a preocupação no reforço da capacidade defensiva, de modo a travar o avanço do Zamalek do Egipto, colosso ferido no orgulho, após a derrota pesada (0-3), frente ao TP Mazembe, na visita a Lubumbashi, Congo Democrático.
A necessidade de afinar a defesa acende luzes de alerta da baliza ao ataque. O guarda-redes Tony Cabaça batido nos últimos cinco jogos disputados, num total de novo golos, repartidos por Petro de Luanda (2), Gâmbia (3), Gabão (2), Recreativo do Libolo (1) e Zesco (1), tem maior concorrência de Neblu.
No quarteto defensivo, Isaac, Massunguna, Bobó e Paizo são chamados a redobrar a ajuda ao sector intermédio, no qual Macaia e Ibukun devem definir quem assume a coordenação dos tempos de jogo, na saída para o ataque e no ajustamento da defesa. A presença do segundo em posições recuadas tem retirado velocidade e segurança na condução da bola, défice repetido no tampão às acções do adversário.
Com viagem marcada para quarta-feira, o 1º de Agosto vai ao Cairo focado na conquista de pontos, na esperança de receber no dia 27 o TP Mazembe, cheio de vivacidade nas contas do apuramento. Espera-se casa cheia no 11 de Novembro, à semelhança do desafio do ano passado, que motivou uma das maiores enchentes da nova catedral do futebol angolano.