Desporto

Angolanos mantém domínio no Campeonato de Vela

As tripulações angolanas voltaram a dominar e consolidaram ontem, a vantagem no segundo dia do Campeonato Africano de Vela, nas classes 420 e 470 em ambos os sexos, após à disputa da terceira e quarta regatas, na contra-costa da Ilha do Cabo, cuja prova decorre até 18 do corrente, em Luanda.

Os 30 velejadores, num total de 15 duplas, em representação de Angola, Moçambique, África do Sul e Portugal, entram hoje, para o terceiro dia de competição, a partir das 13h00, com o objectivo de melhorar as exibições.
Depois da prestação menos conseguida na estreia, a dupla Matias Montinho e Paixão Afonso, assumiu a liderança na classe olímpica (470), com seis pontos, ao triunfar nas duas regatas do dia, relegando para o segundo posto os compatriotas Francisco Artur e Edivaldo Torres, com mais dois.
Paixão e Montinho passaram pela última bóia com relativa diferença de andamento em relação aos opositores directos, apesar dos ventos terem sido mais fracos em relação ao primeiro dia. Após o desembarque, em declarações à imprensa, Paixão Afonso disse ter sido necessário fazer as devidas afinações no barco, antes de zarpar. "Conseguimos aprender com os erros cometidos segunda-feira, houve necessidade de fazer ajustes nos cabos do mastro e no próprio barco. Isso foi fundamental para fazermos o pleno até aqui, prestação que pretendemos repetir nos dias que restam ", avançou o velejador.
Paulo Amaral e Lúcio Felgueira mantêm-se na terceira posição da classificação geral (16 pontos), fruto do nono e segundo lugares em cada regata.
Em feminino, Domingas Huambo e Isabel Afonso não conseguiram manter o "bom andamento" de segunda-feira e tiveram a pior prestação do dia, na classe.
As comandadas de Adilson Torres foram "traídas" pelo pouco vento, colocaram o barco a fazer uma trajectória que não ajudou, quando estavam em direcção à primeira bóia, quer na primeira quer na segunda regata.
Ainda assim, lideram com 25 pontos e esperam melhorar a prestação hoje, como augurou o seleccionador nacional.
O fraco desempenho das angolanas foi aproveitado pela dupla moçambicana, Denise Parruque e Maria Machava, que conseguiu reduzir a diferença pontual de quatro para menos um dígito, na classificação geral.
Na classe 420 não houve qualquer alteração. Os dois primeiros lugares continuam a ser ocupados por duplas anfitriãs Miguel Fiel e José Manasseis, Mário Domingo e Francisco Kilombo.
Os portugueses Manuel Ramos e Martin Mastbaum tentaram tomar de assalto o segundo lugar mas viram as esperanças esfumarem-se na segunda regata, ao quedarem-se na quarta posição, depois do segundo lugar na primeira.
Com os sul-africanos Matt Ashwell e Rivaldo Arendse, não foi diferente. O primeiro lugar na zarpada inaugural deixou um bom indicativo à partida, proeza que não conseguiram repetir na segunda regata, ao passarem pela quarta e última bóia na quinta colocação. Nesta conformidade, Matt e Arendse, seguem em quarto lugar.
O administrador das Ingombotas, Rui Duarte, seguiu de perto a evolução dos velejadores, ontem, numa das embarcações de apoio, ladeado pela presidente da Federação Angolana de Desportos Náuticos (FADEN) Olga Albuquerque.