Desporto

Ausências de vulto beliscam prestação

A ausência de seis jogadoras da Selecção Nacional sénior feminina de andebol, que disputa o Mundial na Alemanha, por motivos de vária ordem, pode ter influência na prestação do grupo liderado pelo dinamarquês Morten Soubak.

Com a integração de seis estreantes, verifica-se consequentemente uma quebra da experiência competitiva das campeãs africanas. Comparativamente ao Mundial da Dinamarca em 2015, Jogos Olímpicos Rio'2016 e Africano das Nações de 2016, seis atletas influentes na manobra do “sete” nacional  estão de fora. 
A meia-distância Natália Bernardo , e que durante muitos anos serviu como capitã do “sete” angolano, é a ausência mais sonante. Portadora de uma leitura de jogo acima da média, a jogadora mais nova do clã das “Kialas”, após o CAN do ano passado apostou na maternidade, situação  que  a afastou do Mundial da Alemanha. 
Na mesma condição encontra-se a meia-distância  Luísa Kiala , que  optou igualmente pela maternidade.
A universal Wuta Dombaxi . Muito aguerrida, principalmente a defender, é outra atleta que optou em procriar.
A pivot Liliana Venâncio,  que alternava na segunda linha com Albertina Kassoma, integra o quarteto que apostou na maternidade.  Por opção técnica, ficaram de fora as influentes Lurdes Monteiro, meia-distância  e Neide Barbosa, guarda-redes .Teresa Almeida “Bá”, guarda-redes muito referenciada nos Jogos Olímpicos  integrou o grupo até o estágio em Portugal, mas ficou de fora, por causa de uma lesão no tornozelo direito.
Por conta destas contrariedades, e o processo de renovação da Selecção Nacional, Morten Soubak apostou em seis jovens jogadoras que fazem estreia em competições mundiais, noeadamente Ríssia Oliveira (pivot), Marta Alberto (guarda-redes), Helena Paulo e Manuela Paulino (meias-distâncias), Vilma Silva  e Natália Kalamandua (pontas).