Desporto

Federação deve antecipar projecção do Pré-Olímpico

Terminada a campanha Mundial China'2019, urge a necessidade de os dirigentes da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) começarem , o quanto antes, a preparar as condições para a disputa do próximo compromisso da Selecção Nacional, o Torneio Pré-Olímpico.

Ainda sem país designado para albergar a prova, que qualifica as quatro últimas selecções para os Jogos Olímpicos Tóquio'2020, no Japão, ponto assente é que Angola está obrigada a marcar presença. Não importa se com uma equipa de Esperanças ou Honras.

Portanto, definir objectivos, traçar um plano estratégico de forma atempada é fundamental, de modo a evitarem-se constrangimentos semelhantes aos registados aquando dos trabalhos, visando a 18ª edição do Campeonato do Mundo, cuja final é disputada domingo, na cidade de Beijing, no Pavilhão Wukesong Center.

Mesmo sabendo de antemão ser difícil materializar o objectivo, por ter de defrontar selecções muito mais fortes, e tendo como exemplo percalços anteriores, nos pré-olímpicos de 2012 na Venezuela, e 2016,na Sérvia, a FAB tem de zelar pelo bom nome do país e o prestígio granjeado durante anos, embora beliscados no presente Mundial.

A FAB dispõe de mais de seis meses para trabalhar, tempo suficiente para evitar arrancar tarde e dar mais horas à preparação. Encetar contactos junto de patrocinadores para permitir a realização de estágios e jogos de controlo fortes, aconselha-se.

Com as saídas anunciadas do extremo-poste Reggie Moore, 2,00 metros, e do poste Eduardo Mingas, 1,98 metros, abrem-se duas vagas. As saídas, embora não tão fáceis de serem colmatadas, também não se prevêem grandes dificuldades para o fazer, tendo em conta sobretudo a prestação de Moore, de 38 anos, nesta última edição da principal prova do calendário de competições da FIBA, onde ficou muito aquém do esperado. Reggie disputou os cinco jogos. Três no Grupo D da fase preliminar e dois na Série N, das classificativas do 17º ao 32º lugar. Em 112 minutos marcou apenas 27 pontos.

Já Mingas, de 40 anos, o único angolano com cinco campeonatos do mundo no currículo, nos Estados Unidos (2002), Japão (2006), Turquia (2010, Espanha (2014) e China (2019), foi utilizado somente em duas partidas, tendo exibições discretas.
No primeiro teste frente à Sérvia mereceu a confiança do seleccionador nacional, William Bryant Voigt, por cinco minutos e 34 segundos, dos 40 reservados para o encontro, e marcou dois pontos. Contra a Itália fez 15 minutos e 38 segundos, e voltou a marcar o mesmo número.

Com mais um ano de contrato, mas falhado o propósito principal, regressar à alta roda do desporto mundial, da qual está afastada a duas edições, a situação de Will Voigt tem de ser definida o quanto antes, assim como analisadas as incidências em Foshan e Beijing.