Desporto

Petro desperdiça milhões investidos em jogadores

Candidata assumida à conquista do título do Girabola e da Taça de Angola, sobretudo após o investimento feito pela direcção do clube na contratação de jogadores para atacar ambas as provas, a equipa do Petro de Luanda foi incapaz de vencer uma na presente época futebolística 2018/19, constituindo deste modo um fracasso.

Na maior montra do futebol angolano, o Petro de Luanda faz uma travessia no deserto, pois não vence o campeonato há 10 anos, depois da última consagração em 2009, sob a batuta técnica do português Bernardino Pedroto.
Depois da perda do “Gira”, o conjunto do Eixo Viário direccionou os holofotes para a conquista da taça, de modo a salvar a temporada, na qualidade de detentor do troféu.
O desejo de ganhar a taça não passou de um mero sonho, pois baqueou por 0-1, na meia-final frente ao 1º de Agosto.
Durante a prova, as derrotas sofridas diante do rival (0-1), FC Bravos do Maquis (0-2), Recreativo da Caála (1-2) e Desportivo da Huíla (0-2) contribuíram para o fracasso da formação petrolífera, na presente época.
A jogar fora de portas, o Petro de Luanda demonstrou insegurança, sendo que dos 45 pontos possíveis, conseguiu apenas 26.Venceu sete, perdeu três, empatou cinco, marcou 15 golos e consentiu nove.
Na condição de visitado, o vice-campeão nacional teve um desempenho digno de realce, pois, dos 45 pontos prováveis, contabilizou 40. Somou 13 vitórias, uma derrota e igual número de empates. Marcou 25 golos e sofreu cinco, perfazendo 64 pontos contra 67 do campeão, o 1º de Agosto.
Comparativamente às restantes formações, os tricolores bateram o recorde de triunfos no campeonato, 30 contra 29 do conjunto do Rio Seco.

Descalabro petrolífero
O descalabro da formação do Eixo Viário começou com o afastamento nos quartos-de-final da Taça da Confederação Africana de Futebol (CAF), denominada Nelson Mandela diante do Gor Mahia do Quénia, que custou o despedimento do treinador Roberto Bianchi. O hispano-brasileiro deixou o conjunto na segunda posição, com 37 pontos (três jogos em atraso), atrás do 1º de Agosto, com 44.
Na sua deslocação à cidade de Nairobi, os petrolíferos precisavam apenas de um empate para garantir presença na fase de grupos, mas acabaram por falhar o apuramento, ao perderem, por 0-1, com o adversário reduzido a nove atletas.
Para dar sequência ao trabalho de Bianchi, Tomás Faria recorreu aos serviços do técnico espanhol António Cosano, coordenador do futebol jovem, na ânsia de inverter o curso da história. O Girabola e a Taça de Angola passaram a ser as prioridades da direcção do clube tricolor.
O treinador espanhol aceitou o desafio e assumiu o compromisso de recuperar a mística da colectividade, com o objectivo de vencer uma das duas competições. No jogo de estreia, o Petro perdeu, por 1-2, frente ao Recreativo da Caála, no Estádio Mártires da Canhala, relativo à 20ª jornada da competição.
Em 13 jogos realizados, António Cosano venceu oito, perdeu dois e empatou três.
Ao terminar no segundo lugar do Girabola, o Petro de Luanda está qualificado para a próxima edição da Liga dos Clubes Campeões Africanos.
Antes, a direcção poderá ir às compras, de modo a reforçar o plantel, no intuito de fazer uma boa figura na competição continental.