Desporto

Quebra de contrato pode provocar batalha judicial

Aos poucos sobe o tom entre a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a agência francesa Lagardère Sports, devido ao rompimento de forma unilateral, pela actual direcção da entidade reitora da modalidade rainha no continente, do contrato assinado em Setembro de 2016, pelos então presidente e secretário-geral, Issa Hayatou e Hicham Al Amrani, na altura, válido por um milhão de dólares, lê-se numa nota do site Afrik-foot.

De acordo com o 'site', o contrato atribuía à agência francesa os direitos sobre 'media e marketing' de todo o futebol continental, num período de 11 anos, de 2017 a 2028, facto não aceite pelo actual número um da CAF, o malgaxe Ahmad Ahmad, que nega o acordo, por considerar que o concurso na sua base esteve eivado de muitas lacunas. “Todo o mundo sabe que este contrato não é bom, e não é uma boa coisa para o futebol africano. Deve ser revisto”, havia dito Ahmad Ahmad, tão logo tomou posse na CAF em 2017, momento a partir do qual a entidade decidiu romper o acordo.

Por sua vez, num comunicado, a Lagardère Sports promete levar a CAF à barra dos tribunais, por considerar os seus direitos usurpados.
“A agência Lagardère Sports contesta firmemente a decisão da CAF, que considera ilegal, abusiva e infundada. A Lagardère reprova profundamente essa situação e convida a CAF a rever o mais rápido possível a sua posição, e a continuar a honrar os compromissos. Ao contrário, a Lagardère vai accionar todos os mecanismos legais possíveis, no sentido de defender os seus direitos e obter uma indemnização pelos prejuízos que lhe forem causados”, avisa a agência francesa.