Economia

Angola tem condições para monitorar satélites

O secretário de Estado das Telecomunicações considera que o país tem condições de monitorar três satélites em simultâneo, através do Centro de Controlo de Satélite, sublinhando que este é um dos ganhos resultantes da implementação do Programa Espacial Nacional.

Ao proceder ontem a abertura do III seminário de “Capacitação em aplicação de satélites da União Internacional de Telecomunicações e Estruturas para Partilha do Sistema de Satélites da SADC”, Mário de Oliveira frisou que o Programa Espacial Nacional em curso no país desde alguns anos, já proporcionou vários ganhos, entre os quais as acções de formação.

Acrescentou que o país conta, actualmente, com 60 especialistas em Ciência Espacial. Presentemente, referiu, estudantes angolanos frequentam cursos de mestrados e doutoramento em Ciência Espacial nas universidades de França e Rússia. De acordo com o secretário de Estado, o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional tem desenvolvido, em parceria com a academia e universidades angolanas, os primeiros satélites Cansat, "uma experiencia que tem sido bem sucedida".
Referiu que Angola conta com o apoio dos países Estados membros da SADC para que, mais rapidamente, se possa levar as comunicações às populações e, consequentemente, provocar um desenvolvimento sustentável na região.

Países da SADC pretendem experiência de angola

O representante da Tanzânia e coordenador da SADC, Victor Kweka, revelou que o seu país ainda não possui um programa espacial, nem tam- pouco têm uma agencia espacial, sublinhando que a vinda a Angola vai lhe permitir colher experiência.
Mobe Mnisi, da África do Sul, destacou o papel desempenhado pelo país na elaboração do padrão de partilha de satélite, aprovado na reunião de ministros da SADC na Tanzânia, em 2018.
O coordenador sénior da SADC para área de Ciência e Tecnologia, George Ah-Tew apelou aos países membros para maior inclusão digital. Lembrou que em termos de infra-estruturas, as zonas rurais não possuem serviços de internet e de telefonia móvel.
Em Dezembro de 2018, acrescentou, a média de uso e penetração dos serviços móveis na região da SADC estava situado entre 17,3 e 22,4 por cento, valor muito abaixo comparando com o resto do mundo.
O seminário, promovido pelo Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação visa potenciar os países membros da região da SADC de ferramentas de comunicação via satélite.
Mais de 40 especialistas e delegados das Ilhas Maurícias, Zimbabwe, Namíbia, Moçambique, Tanzânia, África do Sul, Ilhas Seychelles, Malawi, Botswana e República do Congo participam no encontro.