Economia

Empréstimo da China supera 60 mil milhões

A China concedeu a Angola empréstimos no valor de mais de 60 mil milhões de dólares desde que os dois países estabeleceram relações diplomáticas a 12 de Janeiro de 1983, revelou o embaixador da China em Angola, Cui Aimin, num artigo publicado no Jornal de Angola de quarta-feira.

Intitulado “Iniciar Nova Jornada na Parceria Estratégica entre a China e Angola”, o artigo mostra que o montante foi gasto na construção de inúmeras infra-estruturas, como centrais de energia, estradas, pontes, hospitais e casas, incentivando o desenvolvimento económico e a melhoria da vida do povo angolano.
O embaixador diz no seu artigo que os resultados da cooperação pragmática nesses 35 anos são frutíferos, sendo a China o maior parceiro comercial de Angola, enquanto Angola é o maior fornecedor de petróleo da China em África.
Cui Aimin recorda que no final de 2016 foi realizado em Luanda o Fórum de Investimento China-Angola que resultou na celebração de 48 acordos de intenção de investimento, no valor total de 1.200 milhões de dólares. “Têm-se aperfeiçoado também os mecanismos de cooperação, nomeadamente da Comissão Orientadora da Cooperação Económica e Comercial entre a China e Angola, tendo a parte chinesa fornecido formação a mais de 2.500 quadros angolanos e concedido 300 bolsas de estudo”, pode ler-se.
Ao fim de 35 anos de relacionamento bilateral, o embaixador Cui Aimin afirma que as relações sino-angolanas estão “ao seu melhor nível”, sendo “um exemplo da cooperação de benefícios mútuos e desenvolvimento comum entre a China e os países africanos”.
Na segunda parte do artigo de opinião publicado no dia 11 deste mês, o embaixador diz que outros projectos doados pela China também estão a avançar, como são casos o Centro de Demonstração de Tecnologia Agrícola e o Instituto Superior das Relações Internacionais.
“Agora, as duas partes estão a implementar os êxitos alcançados pela Cimeira de Joanesburgo do FOCAC e cooperar nas áreas de agricultura, indústria, saúde e formação de quadros, no âmbito dos Dez Planos de Cooperação China-África, promovendo a transformação dos recursos naturais e humanos abundantes de Angola em benefícios reais  para o seu povo”, lê-se no artigo.
O embaixador sublinhou que “Uma jornada de mil quilómetros não pode ser cumprida sem acumular os passos pequenos. Os 35 anos passados são uma história orgulhosa e memorável e fundaram a base para o desenvolvimento de longo prazo das relações China-Angola. Hoje em dia, perante as mudanças da conjuntura internacional, ambos, a China e Angola, aceleraram passos na reforma interna, abrindo novas perspectivas do relacionamento dos dois países.”
Além disso, disse Cui Aimin “estamos a preparar a segunda sessão do Comissão Orientadora da Cooperação Económica e Comercial entre a China e Angola, estamos a negociar os acordos bilaterais sobre a facilitação de circulação de pessoas, a protecção do investimento, a evitação da dupla tributação e troca de moedas”. Para o embaixador, deve-se aproveitar bem essas oportunidades para superar-se obstáculos e “empurrar juntos a transformação na cooperação sino-angolana, elevando o seu nível e qualidade”.