Economia

Ministro anuncia fase da nova cooperação

O ministro português da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural anunciou ontem, na Quibala, o estabelecimento de uma nova fase na cooperação com Angola, quando o seu homólogo angolano, Afonso Pedro Canga, visitar o país europeu, em Setembro.

Luís Capoulas Santos revelou, durante visitas realizadas a dois empreendimentos agro-pecuários na Quibala, que o ministro angolano da Agricultura vai a Portugal estabelecer conversações para definir os novos mecanismos e domínios para a cooperação bilateral.
“Quando Angola produzir o suficiente e o excedente servir para exportar para Portugal, os dois governos e povos podem estabelecer uma cooperação mutuamente vantajosa, numa acção de complementaridade.”
As potencialidades e a dinâmica de Angola no domínio da agro-pecuária permitem que, em prazos não muito longínquos, o país atinja a auto-suficiência alimentar, como condição para o estabelecimento da parceria de complementaridade entre os dois governos.
A investigação científica e a formação de quadros são as prioridades da cooperação entre Angola e Portugal no domínio agrícola, declarou.
Luís Capoulas Santos visitou os empreendimentos agro-pecuários na Quibala para avaliar o desempenho das parcerias entre empresários angolanos e portugueses.
O governador do Cuanza Sul, Eusébio de Brito Teixeira, acompanhou o ministro português e declarou que o nível das parcerias que estão a ser estabelecidas entre os dois países constitui uma nova era da cooperação bilateral.
Eusébio de Brito Teixeira apontou a introdução de mecanismos de apoio aos camponeses em instrumentos e outros meios agrícolas como uma necessidade da cooperação entre os dois países no domínio da agricultura.A agricultura familiar é o maior sector da produção alimentar do Cuanza Sul, com 216 mil famílias camponesas e 3.868 empresas, ocupando uma área de 1,3 mil hectares.
Numa entrevista publicada ontem no Jornal de Angola, Luís Capoulas Santos afirmou que o seu Governo quer reforçar a cooperação com Angola no domínio agrícola, da agro-indústria e das florestas, oferecendo ajuda nas aéreas da formação técnica e científica, de quadros técnicos, transferência de conhecimentos e informação e investigação agrária.
“No plano institucional há um conjunto de áreas onde é possível cooperar e ajudar Angola neste momento difícil”, disse.
O plano empresarial é determinado pelas decisões de investimento, mas que cabe aos governos criar um clima de confiança e estímulos que facilitem essa relação.