Economia

Negócios com a China rendem 25 mil milhões

As trocas comerciais  entre Angola e a China ascenderam a 25,6 mil milhões de dólares de Janeiro a Novembro de 2018, mais 21 por cento que no mesmo período do ano anterior, anunciou terça-feira à imprensa o embaixador do país oriental.

Cui Aimin afirmou à margem de uma Conferência de Promoção de Negócios em RMB (ou iuane, a moeda daquele país), organizada pela sucursal do Banco da China de Luanda, que há entre 60 e 80 mil  residentes chineses em Angola, geralmente integrados em actividades dos sectores das infra-estruturas, agricultura, indústria e telecomunicações.

Os fornecimentos chineses estão ligados a esses mesmos sectores de actividade económica e também ao financiamento, com o diplomata a considerar que a parceria económica e comercial bilateral é “positiva”.

A introdução da moeda chinesa nas transacções comerciais em Angola pode ser justificada pelo volume das trocas entre empresas e instituições, o número de residentes chineses no país - onde desempenham um papel activo no domínico do consumo e da formação de rendimentos - e o potencial do RMB de servir as operações, apontou Cui Aimin.

O embaixador adiantou que há um número crescente de países a pretender utilizar o RMB nos pagamentos, em particular os países africanos, algo que é impulsionado por a China ser a segunda maior economia do Mundo e pela tendência de internacionalização das moedas.

Em Angola, o RMB vai facilitar os pagamentos e elevar a eficiência nos negócios, ajudando os empresários a negociarem directamente com a China, sem necessitarem da conversão em dólares norte-americanos, declarou o embaixador, lembrando que Luanda é o segundo maior parceiro comercial de Pequim em África e o maior entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).