Economia

Regiões marinhas com mais controlo

Angola vai reforçar a protecção das regiões marinhas sensíveis, nos próximos anos, com vista ao fomento da produção de pescado e outros recursos que existem no mar, anunciou a directora nacional das Pescas, Maria de Lourdes Sardinha.

A responsável disse ontem, à margem do seminário sobre “Áreas marinhas protegidas”, que está a analisar, em Luanda, os dados científicos que indicam que áreas devem ser protegidas. No seminário, participam técnicos dos sectores da Pesca Artesanal, da Indústria Exploradora de Petróleo e Gás, Transportes e Turismo. Os dados de cada sector, segundo a directora nacional das Pescas,  vão ser compilados para a elaboração conjunta de  planos e  recomendações para a criação das áreas de conservação. A ministra das Pescas e do Mar, Victória de Barros Neto, avançou que o Ministério das Pescas e do Mar pretende atingir metas com a criação das Áreas Marinhas Protegidas (AMP), no sentido de garantir processos energéticos vitais para a manutenção de cadeias alimentares, protecção da biodiversidade, produtividade piscícola e conservação dos mananciais pesqueiros, através da protecção de áreas de desova e de crescimento. A nível regional, avançou Victória de Barros Neto, Angola colabora com a Namíbia e a África do Sul dentro da convenção da corrente de Benguela, para assegurar que os recursos partilhados e seus ecossistemas sejam geridos de forma sustentável e, a norte, com a Comissão Regional das Pescas do Golfo da Guiné com os mesmos objectivos.
Os esforços para o desenvolvimento sustentável dos oceanos e dos ambientes costeiros a nível mundial resultaram na criação de AMP, como um dos principais instrumentos de gestão que visam a conservação dos recursos pesqueiros, especialmente em áreas de pesca artesanal, onde a sobreposição de vários componentes da pesca, as variações climáticas e a pressão populacional são evidentes.