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África vai repatriar imigrantes da Líbia

A União Africana e os Estados membros que a integram vão assegurar o repatriamento,  até ao final do ano, de mais de 15.000 imigrantes retidos na Líbia, na sequência da denúncia de mercados líbios de escravatura, anunciou ontem o vice-presidente da organização continental.

O repatriamento dos migrantes, com a União Africana a garantir a documentação e facilidades na viagem, vai realizar-se em cooperação com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), revelou Kwesi Quartey na sua conta na rede social Twitter, sem especificar quais os países de destino.
Entre 400 e 700 mil imigrantes africanos permanecem em dezenas de acampamentos na Líbia, a maioria em condições desumanas, disse na semana passada, na cimeira de líderes europeus e africanos, o presidente da comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat.
De acordo com a OIM, mais de 423 mil migrantes estão identificados na Líbia, a maioria de nações da África subsaariana. Na semana passada, os líderes africanos e europeus elaboraram um plano de evacuação de emergência para os imigrantes, concordando em transportar 3.800 retidos, pelo menos, em mais de 40 centros na Líbia. Marrocos, França e Alemanha disponibilizam as transportadoras aéreas.