Mundo / África

Condenada à morte ao abrigo da Sharia

 A Amnistia Internacional (AI) lançou hoje um apelo ao Presidente do Sudão, Omar Al Bachir, e ao seu ministro da Justiça, no sentido de suspenderem a execução de Noura Hussein, de 19 anos, condenada a 10 de Maio deste ano à pena capital por ter morto à facada o seu marido.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, a jovem é vítima de uma violação conjugal, e não deve ser executada por se ter defendido.
No seu apelo, a Amnistia Internacional conta que o sofrimento da jovem começou aos 16, quando foi forçada a casar na sequência do facto do seu pai e o marido assinarem um “contrato de casamento”.Depois de terminar o ensino secundário, em Abril de 2017, foi obrigada a juntar-se ao marido, revela a Amnistia Internacional. Terá sido nessa altura que foi violada pela primeira vez pelo esposo.