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Domingos Simões continua favorito na segunda volta

A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau, iniciam hoje, numa altura em que fortes divergências políticas continuam a mexer com as principais forças políticos que apoiam, nesta corrida, o candidato do Madem G-15, Umaro Sissoco Embaló.

Os membros do partido APU-PDGB, de Nuno Nabian, entraram em rota de colisão depois de este ter anunciado, de forma unilateral, o apoio ao candidato do Madem.
No PRS, o Movimento de Salvação, uma franja insurgiu-se, pelas mesmas razões, contra a direcção, manifestando apoio ao candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira.
A Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), anunciou o apoio a Domingos Simões Pereira depois de Nuno Gomes Nabiam, presidente do partido ter assinado o acordo com Umaro Sissoco Embaló, à margem dos estatutos partidários, ao que tudo indica, a troco de compensações.
O PAIGC condenou veementemente esses acordos, considerando-os um crime. A directoria nacional de campanha do PAIGC considerou o mesmo um acto de “crime de lesa-pátria.
O PRS e o APU-PDGB, que representam, neste momento, depois do Madem, as principais forças políticas que apoiam a candidatura de Umaro Sissoco Embaló, encontram-se divididas entre os que estão com a direcção do partido e os que estão do lado de Domingos Simões Pereira, que obteve, na primeira volta, mais de 40 por cento dos votos escrutinados.