Mundo / África

Zimbabwe regressa aos palcos internacionais

O Zimbabwe participa, a convite do Reino Unido, na Cimeira da Commonwealth que começa hoje em Londres, regressando desta forma aos palcos internacionais, 15 anos depois de ter sido suspenso da comunidade britânica.


Segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros zimbabweano, Joey Bimha, citado pela agência noticiosa France Press (AFP), o Zimbabwe será representado nos trabalhos, pelo chefe da diplomacia, Sibusino Moyo, que não participará, porém, nas deliberações finais.
O Zimbabwe não participava na cimeira britânica desde 2003, na sequência das eleições gerais de então, marcadas pela violência e por acusações de fraude. “O ministro Sibusino Moyo foi convidado pelo seu homólogo britânico Boris Johnson, mas não participará nas deliberações”, referiu Bimh.
Salientou que a participação do Zimbabwe nos trabalhos da cimeira demonstra a vontade do novo Chefe de Estado, Emmerson Mnangagwa, em melhorar as relações internacionais e de desenvolver os investimentos estrangeiros no país.
“O Presidente Emmerson Mnangagwa já disse que fará tudo o que for necessário para retomar o contacto com o mundo”, lembrou.
O Zimbabwe começou a ficar cada vez mais isolado no mundo, durante a década de 1990, face à governação de Robert Mugabe, que presidiu o país entre 1980 (ano da independência) e Novembro de 2017, quando foi forçado, aos 93 anos,  a abandonar o poder num "golpe de força" quer do exército quer a União Nacional Africana do Zimbabwe - Frente Patriótica (ZANU-PF), partido que liderou também até então.
Antigo vice-presidente  Emmerson Mnangagwa, 75 anos, prometeu relançar a economia e as finanças que o regime de Mugabe  deixou arruinada.