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África está solidária com os palestinianos

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, afirmou, em comunicado divulgado ontem,  que observa “com profunda preocupação” a decisão do governo dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel, que “aumenta as tensões na região e complicará ainda mais a busca de uma solução para o conflito israelo-palestino”.

No documento, o presidente da Comissão Africana reitera a solidariedade da União Africana com o povo palestino e apoia “a sua busca legítima por um Estado independente e soberano com Jerusalém Oriental como capital”.
Moussa Faki Mahamat pede “esforços internacionais renovados para encontrar uma solução justa e duradoura para o conflito, com base na existência de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo lado a lado em paz e segurança”. Na segunda-feira, o Presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi, convidou o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para ir ao Cairo a fim de discutir a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, informou um comunicado do Governo egípcio.
No comunicado é referido que o Presidente egípcio gostaria de “discutir maneiras de lidar de uma maneira que preserve os direitos dos palestinianos e o seu legítimo direito de estabelecer um estado independente com Jerusalém Oriental como sua capital”. Em conferência de imprensa na semana passada, o porta-voz da diplomacia etíope, Meles Alem, anunciou que Addis Abeba, subscreve a solução de dois Estados, Israel e Palestina.