Mundo

Exército nigeriano liberta mil pessoas

O Exército nigeriano libertou, sexta-feira, cerca de mil pessoas que tinham sido detidas por suspeitas de pertencerem ao Boko Haram, grupo jihadista que tem levado a cabo ataques sangrentos no Nordeste da Nigéria.

Segundo repórteres da agência France Press (AFP), estas mil pessoas foram libertadas depois de terem sido ilibadas da alegada ligação ao grupo terrorista.
Um total de 983 pessoas, presas num estabelecimento prisional militar na cidade de Maiduguri (no Nordeste), foi entregue às autoridades civis para “reabilitação e integração”, adianta a AFP.
O comandante do Exército nigeriano, Olusegun Adeniyi, disse, numa cerimónia, que as pessoas libertadas tinham “sido previamente investigadas e ilibadas”.
Os detidos agora libertados, incluindo cinco mulheres, foram entregues ao governador do Estado de Borno, Babagana Umara Zulum, no quartel militar de Giwa.
Segundo o governador, as pessoas libertadas não eram jihadistas do Boko Haram, mas sim suspeitos que, após investigação, foram “ilibados de alegados delitos”. Trata-se de uma das maiores libertações de detidos feita pelo Exército nigeriano de uma só vez.
Em Outubro, o Exército nigeriano libertou 25 crianças, após um relatório da organização Human Rights Watch (HRW) ter acusado os soldados de abusar e torturar crianças detidas.
Os grupos de defesa dos direitos humanos têm acusado sistematicamente o Exército nigeriano de detenções em massa e prisões arbitrárias de cidadãos inocentes durante os dez anos da luta contra a insurreição jihadista.
As organizações também têm denunciado e criticado as condições de vida nos centros de detenção, superlota-dos e insalubres, e referido que alguns dos detidos foram torturados ou mesmo executados sumariamente.
O conflito no Nordeste da Nigéria já causou 35 mil mortos e dois milhões de deslocados. A violência já alastrou aos vizinhos Níger, Chade e Camarões.