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Presidente ugandês pede pena de morte após assassínio de um sobrinho

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, pediu hoje a aplicação da pena de morte, considerando que os tribunais devem recorrer à justiça recíproca, após vários assassínios, na capital do país, incluindo o de um dos seus sobrinhos.

“Podes cometer um crime e não ter respeito pela vida dos outros, mas também vais perder a tua vida. Temos de deixar isto claro nos tribunais. Tem de ser ‘olho por olho’”, disse o chefe de Estado, em comunicado. O Presidente referiu-se especificamente a dois assassínios ocorridos em 28 de Agosto e em 05 de Setembro. No primeiro, uma mulher foi sequestrada à porta de casa à noite, juntamente com o seu motorista, e foi depois morta.

No segundo caso, Joshua Rushegyera, sobrinho do Presidente, e uma mulher, Merina Tumukunde, foram alvejados quando viajavam de carro numa rua que liga a capital, Kampala, à cidade de Entebbe. Museveni considerou que nos dois casos a polícia foi ineficiente, referindo que “se aqueles que hoje vestem uniforme não conseguem fazer o seu trabalho, há muitos candidatos para os substituir”.

O Uganda ainda tem a pena de morte na sua legislação, mas não há execuções desde 1999, segundo dados da organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional. No entanto, no passado foram condenadas cinco pessoas à morte, após 13 anos sem qualquer condenação a esta pena. “Precisamos trabalhar nos tribunais. Precisamos agir rapidamente em casos de assassínio, violação e terrorismo, crimes pelos quais há mais casos pendentes. Os castigos também devem ser severos, incluindo o enforcamento dos assassinos”, considerou o Presidente.