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Rússia promete responder às sanções da União Europeia por ciberataques

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, considerou, ontem, injustificadas as sanções impostas pela União Europeia a empresas e indivíduos da Rússia, China e Coreia do Norte por alegados ciberataques e advertiu que o país vai responder “de forma simétrica”.


“Provoca-nos desconcerto e pesar a decisão (...) de impor medidas restritivas unilaterais a uma série de cidadãos da Rússia, China e Coreia do Norte. Este passo hostil não ficará sem resposta. Em diplomacia, as respostas são simétricas”, afirmou o Ministério em comunicado.
As sanções, acrescenta o comunicado, foram adoptadas “sem disporem de provas, com um pretexto inventado sobre incidentes cibernéticos ocorridos no passado”.

“É óbvia a componente política desta decisão”, sublinhou a diplomacia russa. Moscovo pediu à União Europeia (UE) para terminar as “tentativas de pressionar” e “trabalhar, em conjunto, na criação de regras efectivas para evitar conflitos no ciberespaço”.
Entre as sanções impostas por Bruxelas incluem-se a proibição de viajar e o congelamento de bens na UE, enquanto se proíbem as pessoas e entidades da União Europeia de disponibilizar fundos aos sancionados.

Esta foi a resposta europeia à suposta tentativa de ciberataque contra a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW).
Em concreto, foram sancionados quatro agentes do serviço de informações militares da Rússia (GRU) por tentativa de piratear a rede 'wi-fi' da OPCW na Holanda, em 2018.
Foram, ainda, impostas medidas contra o Centro Principal de Tecnologias Especiais do GRU, acusado de envolvimento no ciberataque designado por “NotPetya” e que, em 2017, impediu o acesso de dados a empresas de todo o mundo através de ataques com programas de sequestro e bloqueio de dados.