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Casa dos Frescos

Luanda está inundada de cantinas, minis e supermercados, em princípio locais “legalmente abertos”, mas que não deixam de ser focos de imundice, centros de atentados à saúde pública, talvez escudados na “lei da impunidade”.

A verdade é que, a coberto da incúria dos serviços responsáveis pelo funcionamento do sector, mas também, certamente, do espírito reinante do “quero, posso e mando” e do compadrio, mantêm as portas abertas.
A Casa dos Frescos, na Baixa da capital, é exemplo descarado do atentado à saúde pública. Pastéis com vários recheios salgados, queijos, fiambres,  salpicões, tudo que é fatiado, refeições prontas  a comer - salvo seja... - carnes cruas, pão, convivem descaradamente com as moscas nos balcões de atendimento. E se alguém faz o devido reparo, o melhor que obtém é quem atende fazer da mão abano e com gesto repetitivo tentar afastar os insectos. Que, obviamente, logo de imediato voltam ao “repasto”. Certamente fartos, também, eles, dos restos nos contentores de lixo da rua.
Este é exemplo de estabelecimento comercial sem condições mínimas de funcionamento. Por ser, repita-se, um atentado à saúde publica a Luanda já tem demasiados focos de doenças. Mas parece que a Baixa da capital do país, atrai tudo o que é mau. Até quando?