Opinião / Artigos

Desafiar as doenças

Muitos luandenses vivem em permanente desafio às doenças, como são o caso das provocadas pelos alimentos comercializados sem as mínimas condições de higiene.

Pão, doces, molhos de jindungo, enfim, uma série de produtos vendidos na via pública, à mistura com moscas, baratas, ratos, poeiras, são apenas alguns exemplos. Mas, atentados à saúde também os há entre paredes, como em estabelecimentos comerciais de todos os tamanhos e géneros, principalmente a nível de armazenamento e cozinha. Se sempre que nos dirigimos a restaurantes ou similares pensássemos em que condições é guardado e confeccionado o que va-mos comer, de certeza que não entrávamos em muitos deles. Os casos de certos “talhos” são, igualmente, significativos dos desafios às doenças e comprovam, em simultâneo, a falta de fiscalização, em especial nos bairros essencialmente habitados por quem tem maiores dificuldades económicas. Que, mesmo havendo quem se esqueça, são pessoas. Como tal, precisam de encher a barriga. Pelo menos, de quando em vez. Já lhes basta as outras agruras a preencher-lhes o dia-a-dia.
Os fiscais que há são poucos? Admitam-se mais. O que não falta por aí são desempregados a querer trabalhar. Os que existem não cumprem? Despeçam-nos.