Opinião / Editorial

Nação estável e viável

Pelos números e dados apresentados ontem na Assembleia Nacional pelo Chefe de Estado, quando discursou sobre o Estado da Nação, momento que marcou igualmente a abertura da IV Sessão Legislativa da IV Legislatura, a conclusão óbvia é de que há obra feita.

A intervenção do Mais Alto Magistrado da Nação foi caracterizada por uma espécie de balanço das realizações feitas, que não foram poucas, e obviamente sobre o que se perspectiva para os próximos tempos, tendo em conta os desafios imediatos.
O Estado da Nação é estável, mesmo nesta conjuntura em que se agudizaram as dificuldades, e, como deu a entender o Chefe de Estado, com bons sinais no que à estabilidade política, observância dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, fomento da produção agrícola, melhoria do ambiente de negócios, dizem respeito.

Há realizações, é verdade, que ficaram por finalizar, outras que seguem o curso normal até à sua conclusão, sendo o mais importante a ideia de que temos de trabalhar para transformar o país e assegurar a todos condições para a realização pessoal e familiar.
“O melhor caminho a seguir é o da continuidade das reformas em curso, encarando as dificuldades que hoje vivemos como temporárias, mantendo o sentimento de esperança e de confiança no futuro”, disse o Presidente João Lourenço, fazendo alusão à necessidade de empenho de cada um para o bem de todos.
Em Angola, como de resto em largas partes do mundo, não há alternativa ao trabalho quando os desafios para assegurar o bem-estar das famílias e das pessoas singulares envolvam a labuta contínua para gerar riqueza. Só trabalhando, cada um ao seu nível, é que seremos dignos dos anseios e expectativas pelas quais gravitam os nossos passos, as nossas intenções e as nossas metas.

E se esse trabalho for promovido a nível local, assegurando às colectividades locais desconcentração administrativa e financeira, para gerir o seu dia-a-dia, não há dúvidas de que o sucesso geral se efectiva mais facilmente.
E disso o Presidente João Lourenço tem plena convicção e certeza ao defender que “o novo paradigma de governação também se aplica à necessidade de se descentralizar o poder de decisão sobre as questões mais prementes da vida diária das populações, que vai passar a caber em grande parte às administrações municipais e mais tarde às Autarquias Locais”.
Trata-se de um desafio que o Chefe de Estado lança a todos os compatriotas, tendo como principal base o trabalho de cada um para que continuemos a fazer de Angola um país bom para todos nós de Cabinda ao Cunene.

Com a abertura de mais um ano parlamentar, e numa altura em que existem desafios monumentais ao nível da Casa das Leis, acreditamos que os representantes do povo desempenham um papel que dignifica a democracia angolana. Desde os diplomas que contribuem para o actual processo de reformas no Sistema de Justiça, na economia, no sector fiscal, aos Tratados e Convenções internacionais ratificados pelo Parlamento, os legisladores cumpriram com parte fundamental das suas atribuições.
A nação, a julgar pela intervenção do Presidente, é estável, viável, uma realidade que precisa de ser preservada, melhorada e apenas possível com o trabalho e empenho de cada um de nós para a sua contínua estabilidade e viabilidade.