Opinião / Editorial

Presidente João Lourenço conta com todos

O encontro que levou ontem à Cidade Alta uma dezena de ONG e associações cívicas, que actuam em segmentos como a defesa dos Direitos Humanos, o Desenvolvimento Rural, Direito e Promoção da Juventude, por  iniciativa do Presidente da República, constitui um precedente único na nossa democracia. Trata-se de pessoas e vozes que até muito recentemente faziam parte do rol de figuras tidas como incómodas, durante um contexto que todos pretendem ultrapassado.

Hoje, a governação dá sinais de que todos, independentemente das posições ideológicas e políticas que defendam, devem ter espaço de intervenção e de auscultação sobretudo quando tenham como escopo a elevação dos interesses de Angola. Em tudo, Angola deve estar sempre acima de todos e quaisquer fins ou conveniências, realidade em que todos os angolanos devem convergir. É esta a fase que o Presidente João Lourenço está a promover, desde que foi eleito, fomentando um ambiente de abertura para a auscultação, o diálogo e a concertação entre todos.
O Chefe de Estado pretende, tal como prometeu no seu discurso de tomada de posse, contar com todos os filhos e filhas de Angola para a construção de uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz, igualdade e progresso social.
No seu discurso de tomada de posse, no dia 26 de Setembro de 2017, disse o Presidente João Lourenço que "nenhuma governação será bem sucedida sem o diálogo aberto com as diferentes forças sociais. Por essa razão, vamos apostar numa maior aproximação aos sindicatos e às ordens profissionais, às organizações não-governamentais e a alguns grupos de pressão, enquanto parceiros do Executivo".
O Titular do Poder Executivo estava claramente a dar o mote para abertura a todas as forças vivas da Nação para o esperado contributo na criação de espaços públicos de debate e troca de opiniões, bem como a criação de meios eficazes e céleres para se exigir o respeito pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos. Trata-se de sinais positivos que o Chefe de Estado envia à sociedade que, entre outros fins, visam humanizar mais as relações entre o poder político e as forças que, não sendo necessariamente políticas, exercem com o seu activismo e civismo um papel que faz falta à Democracia. Logo, a bola pode estar agora a ser também lançada para o lado das forças vivas da sociedade para que, ao lado do seu normal exercício,  façam jus ao contexto actual em que reina a abertura e uma espécie de renovação do contrato social entre governantes e cidadãos. Por isso, vale enaltecer a iniciativa do Presidente da República que, insistimos, tal como prometeu na sua tomada de posse, pretende contar com todos.