Política

ACNUR retoma o processo de repatriamento de refugiados

O repatriamento voluntário e organizado de refugiados da República Democrática do Congo (RDC) abrigados no centro de assentamento do município do Lôvua, na Lunda-Norte, foi retomado, segunda-feira, com um “comboio” de 130 pessoas. .

O processo tinha sido temporariamente suspenso em Novembro do ano passado, devido à degradação de alguns troços ao longo das estradas que dão acesso aos postos fronteiriços do Nachiri (Chitato) e Tchicolondo (Cambulo).
A informação foi prestada ontem, ao Jornal de Angola, no Dundo, pelo responsável de Comunicação e Relatórios do escritório local do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Omotola Akindipe, explicando que, além do problema das estradas, as fortes e constantes chuvas registadas nos meses de Novembro e Dezembro do ano passado estiveram também na base da interrupção momentânea do repatriamento.
Das 130 pessoas repatriadas a partir da fronteira do Tchicolondo, no município do Cambulo, (Kalamba Mbuji RDC) com destino à província do Cassai Ocidental, estiveram 80 crianças, 22 mulheres e 28 homens, num total de 29 famílias, explicou Omotola Akindipe. O responsável do ACNUR disse que o repatriamento de refugiados através da fronteira do Nachiri, com destino a Tshikapa, província do Cassai, continua, por enquanto, suspenso, por causa de um troço que está intransitável, inclusive para viaturas todo-o-terreno. “É um troço que carece de um trabalho de reabilitação. Por isso, não vamos, por enquanto, repatriar as pessoas que vão para Tshikapa, até que se melhore a via”, afirmou.
O responsável pela Comunicação do escritório da Agência das Nações Unidas para os Refugiados no Dundo indicou que, desde o início do processo de repatriamento voluntário e organizado, no dia 22 de Outubro do ano passado, até ao momento, regressaram à RDC 2.720 pessoas, entre as quais 1.664 crianças, 511 mulheres e 545 homens.
Ao todo, disse Omotola Akindipe, através das fronteiras angolanas de Nachiri e Tchicolondo, para Kalamba Mbuji (Kananga) e Mungamba (Tshikapa), na RDC, foram repatriadas 641 famílias refugiadas. A ideia do ACNUR, conforme adiantou o oficial de Comunicação, é que, pelo menos, uma vez por semana sejam repatriados os refugiados que manifestem vontade de regressar.
“A ideia é continuarmos até terminar todo o processo. Pelo menos uma vez por semana, temos de sair com um comboio. Por isso, na próxima semana, teremos mais um comboio de refugiados a partir da fronteira do Tchicolondo”, adiantou.