Política

Angola e RDC sensibilizam população fronteiriça

As autoridades da Lunda-Norte e da província congolesa do Kuango decidiram, na quarta-feira, reactivar o trabalho conjunto de localização, manutenção e construção de marcos fronteiriços, no quadro dos esforços para conter a imigração ilegal.

Reunidas na cidade do Dundo, as duas partes decidiram sensibilizar a população que reside ao longo da fronteira no sentido de respeitar e cumprir as normas internacionais sobre tráfego fronteiriço.
Segundo o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação do Interior e porta-voz do encontro, Rodrigues Zeca, as partes decidiram reabrir o posto fronteiriço do Marco 28, no município de Caungula (Angola), e Shamajamo (RDC) vai ser aberta oficialmente no dia 21.
A esse propósito, concluiu-se que a parte angolana não cumpriu o compromisso para a construção de infra-estruturas no posto fronteiriço, ao contrário da parte congolesa.
Em declarações à imprensa, o ministro provincial do Interior da região congolesa, Nlumbu Nteba Khadi Noel, manifestou-se preocupado com a imigração ilegal de cidadãos provenientes da África do Oeste, devido à insegurança e falta de controlo da fronteira comum.
Nlumbu Noel explicou que no encontro abordou-se também o patrulhamento que, no seu entender, deve ser combinado com as autoridades da Lunda-Norte. Apontou, igualmente, a necessidade de se acelerar o processo de registo e identificação das populações residentes ao longo da fronteira, permitindo a circulação nos dois territórios.
O dirigente congolês apontou a “necessidade urgente” de se garantir a inviolabilidade da fronteira e evitar a entrada ilegal, não só de cidadãos da RDC, como também de outras nacionalidades.
No seu entender, a falta de protecção das fronteiras propicia vários tipos de crimes, sobretudo o terrorismo, que é muito frequente na região Oeste de África. Para se evitar situações do género, deve -se reforçar a segurança ao longo da fronteira, defendeu.
Sobre a abertura do posto fronteiriço do Marco 28, o dirigente congolês considerou que isso representa um ganho para os dois países.