Política

Desumanização levou à luta pela Independência

A liberdade da pátria, a repulsa pela coação do regime colonial, a desumanização e a violação dos direitos reais dos povos autóctones foram ontem apontadas pelo sociólogo João Paulo Ganga como as principais causas que motivaram os nacionalistas a lutarem pela Independência Nacional.

 O sociólogo, que falava no Uíge numa palestra sobre “Os caminhos que deram a Independência a Angola”, organizado pelo movimento filantrópico Fre-Arte, disse que era fundamental combater o colonialismo para devolver a dignidade humana e a pátria aos povos.      
João Paulo Ganga apontou a figura de António Agostinho Neto como o único líder dos movimentos de libertação de Angola (MPLA, FNLA e UNITA) que ficou preso mais tempo, por defender a independência. O palestrante não descurou, entretanto, o contributo de nacionalistas como Holden Roberto, Jonas Savimbi e outros anónimos.
 O também comentador de televisão defendeu a erradicação do desemprego, o combate à fome e à miséria, como pilares fundamentais para se fazer sentir mais e melhor aos angolanos os benefícios do alcance da Independência Nacional.
O bispo emérito da Diocese do Uíge, Dom Francisco de Mata Mourisca, disse que a Igreja contribuiu com fortes acções para reconciliar os angolanos desavindos entre e hostilizados por uma guerra fatídica, promovendo diligências diplomáticas, congressos, além das orações diárias nas comunidades.
O prelado católico, que dissertou sobre o tema “O contributo da Igreja ao Estado pela Independência”, frisou que a Igreja entendia que a libertação do país e o progresso que se esperava passava pela formação dos quadros. Neste particular, apresentou o panorama escolar implementado pela Igreja Católica no período pós-Independência, altura que detinha 13.894 escolas ao nível do país e 3.894 professores.