Política

Lunda-Sul: Ex-militares ganham complexo residencial

As primeiras 50 casas do Complexo Residencial da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (FAA) na Lunda-Sul foram entregues, na sexta-feira, aos beneficiários, num acto orientado pelo ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos "Liberdade".

O projecto, erguido na localidade de Muangueji, a cerca de cinco quilómetros da cidade de Saurimo, prevê a construção de 230 residências.

De acordo com o delegado da Caixa Social das FAA na Lunda-Sul, Francisco Muandumba, as obras, iniciadas em Janeiro de 2014, custaram 15 milhões de dólares.

O responsável explicou que as restantes 180 casas previstas vão ser erguidas quando houver disponibilidade financeira.

O projecto contempla, também, a construção de uma escola de 14 salas, creche, centro médico e espaços de lazer.

O custo de uma casa do tipo T-3 está em 13 milhões de kwanzas.

Para o ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos "Liberdade", a entrega das casas aos associados, num momento difícil que o país vive, marca uma nova etapa para os pensionistas cadastrados na província.

O ministro reconheceu a existência de dificuldades financeiras para o início da segunda fase do projecto.

João Ernesto dos Santos "Liberdade" pediu a colaboração dos cidadãos para denunciarem eventuais casos de corrupção, para punir os infractores.

O director da Caixa de Segurança Social das FAA, tenente-general Ângelo Paca, disse que o acto valoriza os esforços empreendidos pelo Ministério, para melhorar a vida da população.

Apelou à conservação dos edifícios que conformam o “ mosaico urbanístico da cidade".

Os beneficiários enalteceram os esforços do Executivo, a quem encorajaram a continuar para, paulatinamente, mitigar o défice de habitação.

Depois de assinar o termo de recepção da residência, Emília Engrácia, 87 anos, agradeceu a atribuição de uma casa condigna.

O acto foi testemunhado pelos ministros da Agricultura e Pescas, António Francisco de Assis, e da Educação, Luísa Grilo, o governador local, Daniel Neto, e responsáveis das FAA.

Escola Técnica Agrária

No mesmo dia, a ministra da Educação, Luísa Grilo, inaugurou a Escola Técnica Agrária, na comuna de Mona-Quimbundo, considerando ser prova do engajamento do Executivo para a agricultura exercer o "verdadeiro papel no processo de diversificação da economia".

Com dez salas de aula, laboratórios, oficinas e outras áreas para actividades práticas, a estrutura, que ocupa uma área de 20 hectares, começou a ser erguida em 2012.

O foco principal é a formação de técnicos básicos nas especialidades de Agricultura, Aquicultura e Silvicultura.

Depois de cortar a fita inaugural e realizar uma visita guiada às várias dependências, Luísa Grilo ressaltou a oportunidade oferecida, especialmente aos jovens, para, em simultâneo, garantirem autonomia alimentar na instituição e a disseminação de técnicas que permitam às famílias camponesas melhorarem os índices de colheita.

A ministra apelou ao uso racional dos meios disponíveis. Relativamente à conservação, a governante pediu a colaboração das autoridades tradicionais na mobilização das comunidades para promoverem campanhas de limpeza e actividades similares.

O acto culminou com a entrega de três carrinhas para o apoio aos estudantes nas actividades de campo.

O ministro da Agricultura, António Francisco de Assis, admitiu que a Escola Técnica Agrária de Mona- Quimbundo pode servir de modelo para projectos do género, a serem implantados em outras regiões.

Notou que, a par de engenheiros, o país precisa de técnicos básicos e médios para actuarem como elos na expansão do saber junto das comunidades. A escola, referiu, é o primeiro passo na direcção certa, para relançar a produção no Leste do país.