Política

Oposição quer extensão do caso a outras pessoas

Deputados da oposição defenderam ontem que a investigação “Luanda Leaks” deve estender-se a outras entidades angolanas que supostamente delapidaram os cofres do Estado.

O presidente do grupo parlamentar da UNITA defendeu que a investigação não se deve limitar a apenas uma pessoa. “O estado actual das coisas envolve muita gente. O combate à corrupção não deve ser feito de forma selectiva, mas com abrangência e isto impõe mudanças políticas profundas”, disse Liberty Chiyaka. 

A UNITA, frisou, está “bastante indignada” pelo facto de o caso “Luanda Leaks”, que aponta casos de corrupção envolvendo a filha do ex-Presidente da República, ter sido despoletado a partir do exterior do país, quando as instituições do país, particularmente a Procuradoria Geral da República, dispõem de “bastantes dados” para o fazer no país.
“A única coisa que fere a nossa dignidade é saber que um caso como este é despoletado a partir do exterior, quando as nossas próprias instituições, particularmente a PGR, dispõem de dados bastantes para ter despoletado o caso no país”, afirmou.
O líder da bancada da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, disse que o caso Isabel dos Santos é apenas a ponta do iceberg. Para ele, “devem ser também responsabilizados todos os cidadãos que se apoderaram do dinheiro do povo”.
O político responsabilizou o ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pelos actos de corrupção que envolvem os filhos. “O ex-PR expôs em demasia os filhos nos vários negócios públicos, aliado ao excesso de zelo quanto à protecção dos mesmos”, afirmou.