Política

Samakuva exige mais da JURA

O presidente da UNITA pretende ver os membros da JURA nas ruas, fora dos gabinetes, trabalhando de forma activa no desenvolvimento da consciência cívica, so-cial e comunitária dos cidadãos, para os fazer participar mais na resolução dos problemas sociais.

Isaías Samakuva, que falava na cerimónia de abertura do IV Congresso Ordinário da JURA, acrescentou que quer ver a JURA construir pontes para unir os angolanos, de forma a colocarem-se acima dos interesses partidários, em benefício dos interesses nacionais.
Perante os mais de 300 delegados e convidados de organizações juvenis nacionais e internacionais, o líder do maior partido da oposição disse que o país reclama por uma mudança profunda nas estruturas do poder, no paradigma da governação, no sistema de valores, de produção e na estrutura da economia política. Para o efeito, informou, a UNITA pretende envolver a JURA na concepção dos planos de acção para a concretização dessas mudanças, por ser um instrumento transformacional ao serviço do país e dos angolanos. Por isso, defendeu, a JURA deverá concentrar-se na discussão dos métodos para concretizar as mudanças que o país reclama.
A JURA, na óptica de Samakuva, distingue-se das demais organizações políticas juvenis, pela abrangência dos seus objectivos, pelo público alvo que pretende atingir com a sua acção e pelo método de actuação. “Enquanto a JMPLA e a JFNLA parecem limitados aos respectivos partidos, a JURA não se designa juventude da UNITA e nem se propõe apenas trazer os jovens angolanos para o partido, pois o seu objectivo é unir a juventude angolana em torno dos projectos transformacionais da realidade social do país”, disse.
Sobre a situação do país, Samakuva defendeu que Angola precisa de uma “re-volução no sentido positivo”, para transformar radicalmente os seus sistemas de educação e ensino, saúde e produção.
O IV Congresso Ordinário da JURA decorre até sábado, sob o lema “Nova etapa, nova dinâmica, para a vitória”. O ponto mais alto será a eleição de um novo secretário-geral para um mandato de quatro anos. Ao cargo concorrem oito candidatos, dos quais uma mulher.
O primeiro secretário nacional da JMPLA, Sérgio Luther Rescova, foi um dos convidados . Em declarações à imprensa, Rescova considerou valioso o congresso da JURA  e fez votos que os objectivos preconizados sejam alcançados. A resolução dos problemas dos jovens, disse, deve contar com o apoio de todos.
Filipe Dias de Barros, líder da juventude  Partido Socialista de Portugal, disse que a participação de outras  organizações juvenis é “um sinal de democracia e vitalidade”.