Política

Sete detidos são julgados dentro de dias

Sete dos 11 elementos pertencentes ao Movimento Independentista de Cabinda (MIC) detidos na passada terça-feira, naquela cidade, acusados de crimes de rebelião, associação criminosa e de malfeitores e ultraje ao Estado vão ser julgados sumariamente na próxima semana, apurou o Jornal de Angola, junto do advogado de defesa.

De acordo com Mananga Padi, numa primeira fase, haviam sido detidos pelo Serviço de Investigação Criminal oito elementos, três dos quais junto ao Hospital Provincial de Cabinda e outros cinco na zona da parada dos fiéis, no Bairro 1º de Maio, naquela cidade. Na quinta-feira, procedeu-se, igualmente, a detenção de António Tumo, Carlos Vemba e João Baptista Mbele, todos pertencente ao MIC.

Ao Jornal de Angola, o advogado Mananga Padi disse que os motivos que levaram à detenção tem a ver com a pretensão dos mesmos quererem exercer o direito de reivindicação e manifestação política sobre a autodeterminação da província de Cabinda em relação à República de Angola. "É com base nesses princípios que invocam a razão da realização de uma manifestação pacífica para reclamar a autodeterminação de Cabinda", referiu o jurista.
No primeiro interrogatório, os detidos negaram responder as questões pronunciadas pelo magistrado do Ministério Público junto ao SIC, por entenderem que o Governo tem feito, ao longo do tempo, uma confusão entre uma realidade política e uma realidade jurídica sobre o problema de Cabinda.
“Comunicámos ao digno Magistrado do Ministério Público, de que não vamos responder a qualquer questão que nos colocarem porque, no mínimo, queremos falar com os políticos e não com as autoridades judiciais”, disse um dos detidos, através do advogado.