Artigo

Reportagem

Multinacional chinesa investe na construção e na formação

A China Gezhouba Group Company  (CGGC), multinacional chinesa que opera há dez anos no mercado angolano, na área de construção de habitações sociais, infra-estruturas, portuárias e de produção de energia eléctrica, está apostada na melhoria contínua do nível de qualificação profissional dos técnicos nacionais, com acções de formação no país e o envio regular de pequenos grupos para estágios na República Popular da China.

De acordo com o representante da multinacional em Angola, Luís Li, a melhoria da performance dos técnicos nacionais é um dos focos principais da responsabilidade social da empresa, paralelamente a acções como o apoio alimentar e em material escolar a instituições de caridade e outras comunidades do país, além dos projectos de abastecimento de água.
“Além da permanente abertura para o recrutamento dos talentos locais, a formação de especialistas assume grande importância para nós, para a realização de todos os projectos em que está envolvida a CGGC”, referiu, indicando, por outro lado,  que a empresa privilegia a cooperação com construtoras locais, por via da contratação de operadores e gestores.
Segundo Luís Li, até agora, a CGGC formou mais de 200 técnicos, sobretudo operadores de máquinas, para a montagem de equipamentos para a produção de energia eléctrica; outros 150 para a Construção Civil, como canalizadores, serralheiros, pintores, ladrilhadores.
Pelo menos 160 operários foram tambem devidamente  treinados para trabalhar nas obras de construção da ponte cais do Porto Comercial e Quebra-Mar, em Cabinda, e 120 no domínio das infra-estruturas, para a captação e distribuição de água potável, referiu Luís Li. Acrescentou, por outro lado, que entre dez e doze por cento dos postos intermédios de chefia da empresa – possui mais de 670 trabalhadores – são ocupados por nacionais.
“A estratégia da empresa passa pela integração plena das equipas para que os vários projectos em Angola sejam desenvolvidos sem muitos constrangimentos”, referiu o representante da CGGC em Angola. Notou que, seguindo a sua política social, a empresa disponibiliza assistência médica 24 horas por dia e um serviço de catering à altura da especificidade das empreitadas.

Projectos ligados à água
Ainda no plano da responsabilidade, Luís Li destacou a construção,  em 2016, de uma central de captação e distribuição de água potável para a população, a partir do canal de irrigação do Projecto de Aproveitamento Hidroeléctrico do Luachimo, Lunda Norte, empreitada adjudicada a CGGC.
“Com essa intervenção, a população deixou de usar água imprópria para o consumo, evitando, assim, várias epidemias, como a cólera e diarreias agudas”, sublinhou. Avançou ainda que a empresa é um exemplo da permanente interacção com as comunidades onde opera.
O Projecto de Abastecimento de Água do Marçal, em Luanda, foi o primeiro na área urbana, desde a entrada da CGGC no mercado angolano.
Nesta altura, referiu Luís Li, a estação do Marçal já atende mais de 600 mil pessoas na capital do país. Quando estiverem totalmente concluídas todas as fases do projecto de abastecimento de água do Marçal, essa cifra chegará a um milhão de habitantes, garantiu o responsável.
 Segundo Luís Li, a CGGC vai continuar a dar particular importância à melhoria do abastecimento de água potável nas localidades em que estiver a trabalhar nas diferentes regiões.

  Habitações sociais são prioridade da empresa

O responsável da empresa chinesa adiantou que 576 habitações sociais, de uma empreitada de três mil adjudicadas à CGGC, na zona do
Sequele, Luanda, já foram concluídas. Destas, 470 estão habitadas.
“A área da urbanização e construção da habitação social é uma das nossas principais apostas, pois sabemos das dificuldades que um país em reconstrução, como Angola, tem, nesse domínio”, sublinhou, reiterando a confiança da empresa no mercado local.
Prova dessa confiança é o início, este ano, da construção, na zona do Zango, município de Viana, da sua principal base, segundo Luís Li.
Referiu que a mesma terá cerca de 14 mil metros quadrados, numa área de mais de 7, 5 hectares.
 “A nossa estratégia para Angola é de longo prazo e isso passa pela montagem de uma grande base, a partir da qual serão coordenados todos os projectos, sublinhou, sem se referir ao valor investido para essa empreitada.

Apoio a orfanatos
Na área social, o responsável destacou o apoio ao orfanato do Cazenga, em Luanda, que, além da cesta básica e de material escolar, recebe, igualmente, apoio psicológico, acção que se poderá estender a outros lares de acolhimento de pessoas desfavorecidas.