Sociedade

Autoridades criam condições para prevenir surto de ébola

As autoridades sanitárias da província de Cabinda estão a tomar medidas preventivas ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo e o Congo-Brazzaville para evitar que casos de ébola afectem as populações locais.

Nos últimos dias, as autoridades sanitárias de Cabinda realizaram vários encontros de esclarecimento com os responsáveis militares angolanos e congoleses estacionados ao longo da fronteira comum, na qual os sensibilizou para os procedimentos a terem em relação às pessoas suspeitas de doenças que cruzam a fronteira de um país para o outro.
"Estamos a deixar mensagens sobre medidas de prevenção do ébola, instruir os militares sobre os sintomas da doença e no caso de desconfiança ou suspeita, comunicarem às autoridades sanitárias", disse Juliana Uíni, supervisora provincial para a promoção da Saúde Pública.
As medidas de prevenção, de acordo com Juliana Uíni, são extensivas aos portos e ao aeroporto "Maria Mambo Café", bem como aos bairros periféricos da cidade e às aldeias.
A nível das comunidades, de acordo com Juliana Uíni, as autoridades tradicionais (sobas e seculos) estão a ser sensibilizados para o perigo do ébola e foram alertados para estarem atentos em caso de chegada de pessoas provenientes de países vizinhos.
As equipas de vigilância epidemiológica de Cabinda estão a distribuir cartilhas e panfletos com medidas preventivas sobre a doença.
"Temos quadros  preparados e técnicas disponíveis como luvas, máscaras, batas descartáveis, fatos e outros materiais indispensáveis para a prevenção e tratamento do vírus do ébola."
O ébola é uma doença hemorrágica que provoca na vítima febres altas, acima de 38 graus, vómitos, sangramentos na pele e dores corporais (articulações e músculos) cuja transmissão se propaga rapidamente por se tratar de uma doença viral.
O novo surto de ébola foi anunciado na passada semanas e teve como epicentro a localidade de Bikoro, na província do Equador, República Democrática do Congo, provocando já duas dezenas de mortos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o risco de propagação da doença para lá do local onde foi detectado é elevado, o que obriga à tomada de medidas urgentes de apoio às autoridades sanitárias.
A República Democrática do Congo, a Guiné-Conacri, a Serra Leoa e a Libéria são os países mais afectados por surtos de ébola.