Sociedade

Comandante critica gestão do Cofre de Previdência

O comadante-geral da Polícia Nacional acusou, ontem, em Luanda, a direcção do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional de pretender transformar a instituição num instrumento de distribuição de privilégios para uma certa elite da corporação.

O comissário-geral Alfredo Manuel Mingas teceu estas considerações durante a abertura da X Assembleia Geral Ordinária do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional que decorreu no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem.
O comandante afirmou que o objectivo que norteou  a criação do cofre por parte do Comando Geral da Polícia Nacional, às vezes, “parece perdido”, a julgar pelo fraco desempenho da actual direcção da instituição, que vai já no seu segundo mandato.
O comandante-geral lembrou que o cofre é uma associação de polícias, que deve servir a todos os efectivos e não apenas a alguns dos seus associados, em respeito ao princípio da igualdade, que deve nortear organizações desta natureza, e o princípio da equidade que orienta a uma maior atenção àqueles que mais necessitam.
Para Alfredo Manuel Mingas, o cofre deve ser entendido como um instrumento de solidariedade e de justiça social para todos os polícias de Cabinda ao Cunene.
A alta patente da Polícia Nacional sublinhou  ser importante que a direcção do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional comece a esboçar acções, projectos e produtos que sejam mais abrangentes a todos os efectivos.
No entender do comandante-geral da Polícia Nacional, o Cofre de Previdência deve ser capaz de assegurar a exigência de uma justa contrapartida e de confortar os efectivos que descontam  mensalmente parte do seu salário e confiam na direcção da instituição para efectuar um melhor uso do dinheiro depositado.
Alfredo Mingas “Panda” afirmou que, apesar do esforço empreeendido, a direcção do cofre ainda não cumpre com os seus objectivos e outros pressupostos que estiveram na origem da sua criação.
Considerou legítimas as reclamações de alguns associados, principalmente do pessoal de base, que alegam não beneficiar dos projectos desenvolvidos por esta agremiação, a favor de uma elite privilegiada da Polícia Nacional.
 “Precisamos de corrigir isso, mediante o reajuste dos planos e programas de modo a garantir a aplicação das receitas do cofre, para a geracão de mais valias sociais e patrimoniais que se traduzam na satisfação das necessidades dos associados e dos activos da associação”, disse o comandante.
Em seu entender, no contexto actual, esse desfio pode ser vencido, caso a direcção do cofre seja realista nas suas ambições, gerir os recursos financeiros com responsabilidade e, se tiver capacidade, proceder à conjugação de esforços e interacção permanente com os diversos corpos sociais e considerar as reclamações e necessidade dos associados.
De acordo com o comandante-geral da Polícia Nacional, os principais problemas dos associados estão relacionados com a saúde e a habitação, sugerindo que o cofre deve trabalhar para encontrar as melhores soluções para satisfazer essas necessidades, sem deixar de lado outras preocupações sociais identificadas, para a estabilidade psico-emocional dos associados.
Os membros analisaram os resultados dos 10 anos de gestão do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional, o plano orçamental para 2018, relatório e contas das actividades realizadas no ano passado.