Sociedade

Empresas tentam resistir à pandemia

Muitas empresas no Soyo, província do Zaire, podem encerrar as portas, depois de terem visto os rendimentos a reduzir consideravelmente, devido à pandemia da Covid-19.

Desde a declaração do Estado de Emergência no país, as empresas foram obrigadas a reduzir, pela metade, a força de trabalho, como medida para evitar a propagação do novo coronavírus.


São os casos de hotéis, bares, restaurantes e discotecas, que devido ao facto de serem locais de maior adesão de pessoas, viram a sua actividade interrompida ou reduzida, o que acarreta prejuízos financeiros incalculáveis.

A situação, segundo o director-geral do Hotel Nempanzu, Pedro Policarpo, faz com que algumas empresas despeçam os funcionários, enquanto outras mandam os trabalhadores para casa, pagando apenas 50 por cento do salário, uma atitude que considera negativa, na medida em que o emprego constitui um factor decisivo para a sobrevivência das famílias “Medidas do género são de louvar, porque as sociedades são feitas de empresas, que geram postos de trabalho para as famílias e potenciam a economia”, notou.

Pedro Policarpo defendeu a necessidade de se fazer um acompanhamento às empresas, para que os benefícios do Programa de Alívio Económico tenham reflexos na vida das pessoas.

O responsável assegurou que paga o salário completo a todos os funcionários, incluindo aqueles que foram dispensados. Os trabalhadores em serviço, acrescentou, recebem, além de salários, um valor adicional de gratificação.

O Jornal de Angola apurou que, antes da pandemia, grande parte das unidades hoteleiras e similares na região já registava uma redução na taxa de ocupação. Sobre este assunto, Pedro Policarpo disse que o cumprimento obrigatório da quarentena e do isolamento social, por parte dos trabalhadores do sector petrolífero na região, trouxe como uma lufada de ar fresco às unidades hoteleiras, que passaram a registar consideráveis taxas de ocupação, na medida em que as empresas petrolíferas não possuem espaços suficientes para os funcionários.

A fábrica de água mineral “M’pampa”, situada na comuna do Sumba, a cerca de 18 quilómetros da cidade do Soyo, é outra empresa que sente o impacto da pandemia. Projectada para uma produção diária de 48 mil garrafas de água mineral, a fábrica produz actualmente 24 mil, fruto da redução da mão-de-obra, por um lado, e, por outro, da avaria registada num dos equipamentos que serve para a ampliação dos recipientes.

Construída junto à nascente do rio M’pampa, que dá nome a água mineral, a fábrica garante emprego directo a 30 jovens locais, 24 dos quais encontram-se actualmente retidos nas instalações para assegurar a produção neste período de Estado de Emergência, cuja quarta fase termina a 25 do corrente mês.