Sociedade

Engenho explosivo mata duas crianças

Duas crianças, com idades entre nove e 14 anos, morreram sábado, no sector do Losusso, comuna da Munenga, município do Libolo, província do Cuanza-Sul, na sequência da deflagração de um engenho explosivo com que brincavam, soube o Jornal de Angola junto de uma autoridade local.

O administrador municipal do Libolo, Rui Feliciano, disse tratar-se de um morteiro de 60 milímetros, provavelmente disparado durante o conflito armado que assolou a região e que não deflagrou na altura.
Rui Feliciano disse que, na sequência das brincadeiras, as vítimas desconhecendo a natureza letal do referido projéctil, retiraram-no sob as pedras e levaram para as imediações da casa em que vivem.
“Devido ao embate com uma pedra, o mesmo deflagrou, provocando a morte imediata a uma criança, enquanto a outra acabou por falecer no Hospital Municipal do Libolo”, disse Rui Feliciano.
Entre as vítimas mortais, estão uma menor de nove anos de idade, do sexo feminino, e outra de 14 anos, do sexo masculino, órfãos de pai e mãe, que viviam sob tutela da avó.
No âmbito do apoio e assistência social às comunidades, a Administração Municipal do Libolo comprometeu-se a apoiar a realização do funeral das vítimas, com o fornecimento de bens alimentares e caixões.
A nível do município do Libolo, existem zonas catalogadas, nas quais a popula-ção tem sido advertida a não frequentar, sem orientação das autoridades locais, com grande foco para as zonas do “Quilómetro das Mangueiras”. O responsável adiantou também que, com vista a prevenir novos acidentes, a administração junto do Governo da Província do Cuanza-Sul, está a realizar prospecção das áreas afectadas, para remeter aos órgãos de direito, tendo solicitado para tal, uma equipa de sapadores para o início da remoção dos engenhos explosivos na região.
As autoridades também têm realizado campanhas de sensibilização conjunta, em que estão mobilizados sobas e populares, para a prevenção de acidentes do género, a nível da circunscrição.