Sociedade

Especialistas de saúde defendem assistência mais humanizada

Os especialistas de saúde, que participaram nas primeiras jornadas multidisciplinares do Hospital Geral de Luanda, defenderam a prestação de um serviço mais humanizado e preventivo, com vista a proporcionar uma assistência de qualidade aos pacientes.

O director do Hospital Geral de Luanda, Carlos Zeca, considerou positivas as primeiras jornadas científicas, a julgar pelo nível de participação de outras províncias do país, tendo, por isso, superado as expectativas.
O encontro contou com 250 participantes, em representação das províncias de Benguela, Uíge, Malanje, Zaire, Cabinda, Bié e Cuando Cubango. Durante os dois dias, foram apresentadas 30 comunicações livres, 11 palestras, quatro mesas redondas e igual número de posters, perfazendo 48 apresentações, das 50 previstas.
No pré-congresso, foram realizados cinco cursos para 225 formandos, com destaque para as especialidades de actualização em Acidente Vascular Cerebral, Tratamento das Feridas, Cuidados das Crianças Drepanocíticas, Electrocardiografia Básica e Preenchimento do Partograma.

Melhor centro cirúrgico
O representante do Hospital Geral de Benguela, Aldemiro Cussivila, disse que a referida unidade sanitária é das mais fortes do país em serviço de cirurgia e a primeira a efectuar uma cirurgia de separação de gémeas siamesas, com o melhor tempo de vida.
“Também temos o serviço de cirurgia plástica, que quase não existe em nenhu-ma unidade hospitalar do país. Há dois anos que temos os serviços de consulta de infertilidade que, neste momento, está a dar assistência a mais de 80 mulheres, cujos resultados de gestação vão ser apresentados brevemente”, precisou.
Aldemiro Cussivila qualificou excelente a realização das jornadas científicas, por permitir a troca de experiências das equipas multidisciplinares do hospital.
Em relação às dificuldades do Hospital Geral de Benguela, considerou ser um assunto conjuntural, pois, na sua maioria queixam-se da falta de recursos humanos, mas disse que pode ser amenizada com a realização de concurso público.
O Hospital Geral de Benguela conta com 752 profissionais de saúde, mas o responsável considera um número insuficiente, tendo em conta a dimensão da unidade sanitária. “Podemos funcionar com mais médicos, porque não há um tecto fixo para o funcionamento, mas menos de mil não é o aconselhado.”
O representante do Hospital Geral de Benguela disse que a unidade sanitária dispõe de 652 leitos e o atendimento diário varia. Acrescentou que existem três serviços de banco de urgência: de pediatria, ginecologia-obstetrícia e medicina geral.