Sociedade

Instituto Nacional de Combate ao Cancro regista aumento casos diários em 14 anos

Nos últimos 14 anos, o Instituto Nacional de Combate ao Cancro registou um aumento significativo de pacientes que diariamente são atendidos com diversos tipos de cancro. Se em 2004/2005, a média diária era de dez pacientes, actualmente são de 300/dia, afirmou a especialista em Radioterapia da unidade hospitalar, Isabel Nvunda.

Em declarações à Angop, Isabel Nvunda afirmou que são geralmente pacientes com cancro

mama, uterino, de pele não melanoma, sarcoma de capose, fígado, esófago, estômago, traqueia, broncos, pulmão, cabeça e pescoço, partes moles, intestino, ovários leucemias, olhos, bexiga, laringe, pâncreas, vulva, glândulas salivas, gengivas, cavidades nasais, vagina, lábios, faringe.

Declarou que o cancro está a ser uma das patologias primárias em Angola,para além das doenças crónicas não transmissíveis, nomeadamente as diabetes, a malária e a hipertensão, ocupando, assim, um dos primeiros lugares.

Para o atendimento, o Instituto tem máquinas de ponta que possibilitam o diagnóstico seguro do paciente, contribuindo para a redução do envio de doentes para o exterior. A unidade recebe e trata todo o tipo de cancro, sendo que o da mama é o que mais pacientes leva à unidade sanitária.