Sociedade

Luanda quer duplicar abastecimento de água

Luanda precisa atingir, nos próximos tempos, a cifra de um milhão de metros cúbicos de água para abastecer a população, como forma de superar a actual capacidade instalada de 750 mil metros cúbicos, deu a conhecer ontem, o vice governador para a Área Económica.


Apesar de a capacidade instalada ser de 750 mil metros cúbicos de água, neste momento, Luanda está a consumir apenas 500 mil metros cúbicos, níveis considerados baixos pelo vice-governador para Área Económica, Júlio Bessa.
Num encontro sobre a problemática da água em Luanda, realizado na sede do GPL, Júlio Bessa disse que a EPAL tem estado a efectuar o abastecimento de água à capital, conforme as suas possibilidades e está orientada a informar a população sempre que tencionar efectuar cortes e restrições.
 O vice governador também pediu mais vigilância e dureza contra os garimpeiros de água. “Nós vamos apresentar ao Governo Central as preocupações da EPAL, no sentido de se aumentar o investimento da água na província”.
Os principais constrangimentos no abastecimento de água estão relacionados com a insuficiência da produção, devido ao estado técnico das estações, desvalorização dos dispositivos hídricos da rede de distribuição, bem como as manobras e cortes do fuso de válvulas, o que dificulta a operação de fecho e abertura de zonas.
A danificação de condutas causadas por terceiros, em trabalhos de terraplanagem, requalificação das vias, escavação de outras redes técnicas e recolha de resíduos sólidos, também foram apontados como constrangimentos que emperram o fornecimento de água em Luanda.
Para o reabastecimento da água foram apresentadas algumas soluções, como a reposição da capacidade instalada, por via de reabilitação dos sistemas existentes, a implementação do sistema de telegestão e telemetria, para a monitorização dos sistemas de abastecimento de água e o reforço à interacção com as instituições no sentido de evitar danos nas condutas instaladas.