Sociedade

Polícia detém suspeito pela morte de Sílvia

Um dos suspeitos envolvidos no caso de violação e assassinato da jovem Sílvia Patrícia, de 20 anos, encontrada morta no dia 7, no Cazenga, foi detido ontem, em Luanda, pela Polícia Nacional.

A informação foi avançada, ao Jornal de Angola, pelo porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, Hermenegildo de Brito.
Segundo o porta-voz, a operação foi desencadeada pelo comando do Serviço de Investigação Criminal (SIC).
Hermenegildo de Brito disse que o SIC continua com as investigações, para apurar as reais causas da morte de Sílvia Patrícia e identificar outros suspeitos.
Depois de estar desaparecida, desde 29 de Janeiro, o corpo de Sílvia Patrícia foi encontrado num espaço abandonado, com capim e pequenas lagoas ao redor. A jovem estava sem roupa, com vários sinais de espancamento e um corte, feito presumivelmente por uma catana, no pescoço.
A jovem foi enterrada on-tem, no Cemitério do Benfica, num ambiente de dor e consternação, com a família da vítima a clamar por justiça.
A morte de Sílvia Patrícia ocorreu após ter marcado um encontro, na rede social Facebook, com um desconhecido. Os familiares contaram que a jovem saiu de casa por volta das 16 horas.
Antes de Sílvia sair de casa, localizada no Morro do Zamba II, deixou a filha, de 2 anos, com a irmã menor, de quem se despediu dizendo que iria a um encontro com um homem que teria conhecido no Facebook.
Depois de estar desaparecida durante 24 horas, uma amiga de Sílvia Patrícia relatou à família que esta havia mandado mensagens a pedir socorro.
A equipa de reportagem do Jornal de Angola, que teve acesso ao telefone da amiga, constatou que elas conversavam sobre o facto da vítima ter marcado apenas com um homem e ter encontrado mais indivíduos no local.
Segundo a amiga, na conversa, Sílvia escreveu estar triste porque um dos indivíduos não a quis deixar sair do local do encontro. Após o pronunciamento da amiga, os familiares ficaram preocupados e tomaram diligências para procurar por Sílvia. Alguns dias depois, e para infelicidade dos familiares, o corpo da jovem foi encontrado pelo Comando da Polícia do Cazenga.
Uma prima de Sílvia, que foi reconhecer o corpo, disse que a malograda era uma pessoa doce, que não gostava de brigas. "Não entendo o motivo de tanta crueldade. Ela era uma jovem sem inimigos e não usava drogas, apenas era muito ligada às redes sociais", desabafou.

Perigo nas redes sociais
O psicólogo clínico Luís Bartolomeu alertou para os perigos do uso das redes sociais. De acordo com o especialista, devem ser usadas com cautela e responsabilidade.
"Devemos estar atentos, porque interagimos com pessoas desconhecidas, situação que coloca em risco a nossa integridade física, psicológica, financeira, patrimonial e familiar", acrescentou.
O psicólogo apela aos pais a ensinar os filhos a usar as redes sociais e terem uma postura mais responsável.
"A morte de Sílvia é uma prova da falta de instrução e educação por parte dos pais. Os filhos devem ser ensinados a conter as emoções, ambições, imediatismo, consumismo, moda e luxúria. Devem ser igualmente ensinados a ser felizes com os bens que têm", alertou.