Sociedade

Táxis colectivos e impunidade

Luanda, a cidade e a província, são exemplos claros da força da impunidade consentida, para não escrever incentivada, em vários sectores, entre eles o rodoviário, que tem leis iguais para todos, incluindo os táxis colectivos.

O à-vontade com que, cada vez mais, motoristas daquelas viaturas transgridem, com o beneplácito de certos “reguladores de trânsito” - vergonha da corporação à qual, por razões que a razão desconhece, pertencem - demonstra à saciedade haver quem esteja interessado que a impunidade continue a reinar impávida e serenamente em prejuízo da ordem pública.
O Chefe de Estado bem pode insistir na importância do combate à impunidade para tirar o país do descalabro para o qual ela a empurrou que de pouco valerá enquanto houver gente em cargos de decisão sem o querer ouvir.
As regras de estacionamento automóvel não prevêem excepções para os táxis colectivos. Logo, estão impedidos, por exemplo, de estacionar nas curvas, passeios, passadeiras, ao lado uns dos outros em enormes filas indianas.
Os táxis colectivos são, pelo menos, por ora, indispensáveis em Luanda, desde que os motoristas não usufruam de privilégios que outros não têm e constituam uma das causas da desordem prevalecente em Luanda. Do mesmo modo, é importante haver polícias na rua para garantir a ordem pública. O pior é quando fazem o oposto. Uns e outros conluiados dá naquilo que se sabe.